Raphael Luongo
Cardamone, 76 anos, o Raluca, garante já ter escrito mais de 500 poemas,
sempre à mão. Estão colados em bares, padarias, restaurantes, farmácias
e lojas da região. É assim que ele espalha suas filosofias e seu amor
pela Mooca Nem mooquense ele é, pois nasceu no Brás. Mas poucos amam e defendem a Mooca quanto ele. Filho de pai italiano e mãe norte-americana, Raphael Luongo Cardamone, 76 anos, o Raluca, costuma dizer que é um imigrante, pois “imigrou” para a Mooca aos 2 anos de idade. E dali nunca mais saiu.
O avô materno, Domingos Luongo, foi dono de uma mansão na avenida Paes de Barros e de ma das primeiras casas lotéricas de São Paulo: a Casa Luongo, na rua XV de Novembro, centro da cidade. Mas ele nunca se preocupou em dar seguimento aos negócios da família. Poeta desde os 15 anos, teve vários empregos, estudou alemão, lutou boxe e capoeira, casou, criou três filhos, ficou viúvo e hoje ainda cuida da mãe de 96 anos (a quem chama de “minha nova namorada”) com a aposentadoria que recebe. Garante já ter escrito mais
de 500 poemas, sempre à mão. Os mais atentos já notaram que, ao entrar
nos bares, padarias, restaurantes, farmácias e lojas da região, há sempre
algum poema colado na porta. É assim que Raluca espalha suas filosofias
e seu amor pela Mooca. Apesar de achar que “naquele tempo” as coisas
eram melhores, não parece ter saudade de nada. Nem mesmo dos tempos
em que integrava a Escuderia Pepe Legal, famosa por suas participações
nas gincanas da TV Record.
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